Projetos

CFNTX – Centro de Formação do (a) Negro (a) da Transamazônica e Xingu

"A carne mais barata vendida no mercado é a negra”: denunciando e combatendo a tortura, o extermínio e a prisão arbitrária de jovens negros no contexto dos grandes projetos do capitalismo

Pará

Objetivos e público alvo

Reduzir o número de pessoas encarceradas provisoriamente em Altamira e região, no oeste do Pará, onde são instalados os projetos Belo Monte e Belo Sun.

Atividades principais

  • Avaliações, emissão de relatórios e organização de documentos.
  • Enfrentar a tortura, o extermínio e prisões arbitrárias de jovens negros.
  • Realizar reuniões com Defensoria Pública, Ministério Público e advogados populares para apresentação e avaliação de casos e encaminhamentos judiciais e extrajudiciais em benefício dos jovens encarcerados.
  • Seminário Regional da Juventude Negra, com a participação da sociedade civil, pais, parentes e amigos de encarcerados.
  • Reuniões com comunidades de base e coordenação do projeto para mobilização, divulgação e planejamento dos trabalhos.
  • Seminário Regional do Movimento Negro de Altamaria.
  • Promoção de rede de contatos com as famílias e presos provisórios.
  • Mutirão solidário para encontro com pais, parentes e amigos de encarcerados provisoriamente e com reclusos em dia de visita.

Contexto

Na região da Transamazônica e Xingu a implantação de megaprojetos energéticos e mineradores provocam a destruição do bioma e o inchaço populacional. Pessoas de várias regiões do país buscam emprego e uma vida melhor em cidades sem capacidade para atender todas as demandas. Tais cidades são transformadas em cenários precários nas áreas de saúde, educação, trabalho, moradia e segurança. Com isso, aumenta o número de prisões, ocorre a superlotação de presídios e, em consequência, aumenta a demanda da Defensoria Pública. Pessoas permanecem presas por longos períodos, sem assistência de qualidade e transformam o ambiente prisional em uma “bomba-relógio”.

Sobre a organização

Nos anos 1990, um grupo formado por duas mulheres e três homens, agricultores e moradores da região transamazônica, sobreviventes do modelo de colonização imposto pelo governo federal desde a década de 1970, começaram discussões e debates políticos de resistência com a população, levantando a pauta da falta de visibilidade dos excluídos das políticas públicas. O movimento consolidou-se como de resistência negra e intensificou a articulação e mobilização junto a outros movimentos sociais, populares e sindicais. O Centro de Formação da Negra e do Negro luta pelo fortalecimento das políticas públicas afirmativas na educação, saúde, moradia, enfrentamento à violência contra mulheres. Atua junto às populações dos rios e florestas contra o atual modelo de desenvolvimento, que desconsidera o território, o lugar de residência, a resistência e a existência.

Parcerias

Articulação de Mulheres Brasileiras.

Instituto Equite

Fórum de Mulheres da Amazônia Paranese.

Frente de Justiça Socioambiental.

Coletivo de Mulheres de Altamira, Transamazônica e Xingu.

Movimento de Mulheres campo e cidade.

Fórum em Defesa de Altamira.

Prelazia do Xingu.

Cimi.

Pastoral da Criança.

Pastoral da Terra.

 

 

Linha de Apoio

Direitos Humanos e Justiça Criminal

Ano

2017

Valor doado

R$ 97 mil

Duração

12 meses

Temática principal

Garantia do Estado de Direito e Justiça Criminal

Ajude a transformar o país!
Colabore com nosso trabalho!

DOE AGORA

Projetos

Conheça os projetos apoiados pelo Fundo Brasil

Saiba mais